Uma experiência com a língua francesa

Alfredo Moura, 46 anos, é professor de biologia no Colégio de Aplicação (CAp) da UFPE em Recife.

O CAp é o único colegio de Recife que oferece aulas de francês aos seus alunos. Também, alguns alunos tem aula de geografia e de artes plásticas em francês. O colégio gostaria de propor o ensinamento da biologia em francês. O Instituto Francês do Brasil (organismo da diplomacia cultural francesa) em Recife decidiu ajudar para que o CAp chegasse nesse objetivo e então mandou o professor Alfredo Moura se formar na cidade de Niteroi no estado do Rio de Janeiro, único colégio bilíngue do Brasil.

JPEG - 96.5 KB
A sala que Alfredo Moura acompanhou em Niterói

Na volta, fizemos umas perguntas a Alfredo para saber mais sobre essa experiência e a relação dele com a França.

Conte da sua experiência com a França, a língua francesa.
Comecei a estudar a língua francesa ha um ano na Aliança Francesa. Tem sido uma experiência prazerosa. Tenho sido estimulado, pelos professores da língua francesa do CAp (Fernanda Puça e Edson Falcão) e pelos alunos, a aprender o francês.

Porque você se interessou pela oportunidade oferta pela adida de cooperação para o Francês do consulado geral da França em Recife?
Na verdade, a professora Fernanda Puça quem mais me incentivou a começar a estudar o francês. Ela me apresentou a proposta de trabalho. Como sei que a França tem um histórico inegável nas ciências, principalmente na Biologia, apenas juntei o agradável ao útil: me aprofundar no ensino da biologia e ensiná-la em francês. Ou seja, vou me divertir em dobro!

Conte como foi a sua estadia em Niteroi, o que você vai guardar de mais impactante na cabeça?
A semana que passei na Escola Gov. Leonel de Moura Brizola em Niterói foi extremamente proveitosa. A recepção pelos professores foi muito boa. Trocamos experiências didáticas importantes. Observei e aprendi o método e a metodologia empregada no DNL (disciplina ensinada em francês) lá. Os critérios e objetivos que utilizam para verificar a aprendizagem dos alunos. A experiência que a Coline Lefèvre (professora da escola de Niterói) me passou está sendo fundamental para que eu ajude a implementar o trabalho aqui no CAp/UFPE, o mais rápido possível. O que mais me impressionou foi a integração dos professores envolvidos lá, como também a participação dos alunos, dentro e fora da sala de aula. Eles estão imersos na língua francesa durante todo o período letivo. É muito gratificante quando você percebe que os alunos estão se desenvolvendo graças a um trabalho de todo o grupo.

JPEG - 95.5 KB
Alfredo Moura e a professora francesa que ele observou dando aulas.

De qual forma você acha que tudo isso vai ser interessante para você no CAp, para os seus alunos?
A experiência que foi passada, me ajudou a perceber que outros métodos de ensino e de avaliação para melhorar o próprio ensino da ciência/biologia. A medida que consigo tornar a disciplina mais leve, mais agradável e divertida para o aluno, é de esperar que o seu aprendizado ocorra de forma mais tranquila.

Você já foi pra França?
Sim. Estive lá há dois anos, a passeio com minha família. Passamos ótimos momentos. Mas na época, eu não sabia nada em francês. Me comuniquei em inglês. Fomos bem recebidos em todos os locais. Notamos que as pessoas se esforçavam para nos entender e se fazer entender (mesmo quando não sabiam falar o português ou o inglês). Isto me chamou a atenção. É impossível não ter o que fazer lá.

publicado em 28/05/2016

Topo de página